Why #WearitBlack at Golden Globes matters?

January 10, 2018
, 0 Comments

For the first time in a long time, the conversation during the golden globes ceremony was more about political issues than movies.

 

 

The focus was shifted away from “what are you wearing tonight” towards an activism promoted by Time’s Up. Almost all the women (& men) were wearing black at the Awards to raise awareness for gender and racial inequality.

 

Normally, red carpet talks are dominated by who stands out but this was the time for women to stand up together with the support of amazing men. As Karla Welch said to CNN, “it is bigger than a best dressed list” and that is the reason today I don’t have a top 5 for you. It was a powerful statement created by a sea of black on the red carpet and incredible speeches during the night.

 

There is a long way to go and all the awareness and conversation caused by Harvey Weinstein’s scandal came and shook the system installed on society for way too long. 5 years ago I was sexually assaulted on my way home back from work, in my hometown. I went home feeling powerless, nervous and hangry. My mum took me to the police station and I still remember the first questions: Why did you only come here after 40min when it happened 10min away from the station? What were you wearing? Did you start the conversation with him?… I was shocked and I barely could talk. The next day my father went with me and the questions were slightly different after he told the police officer to imagine what if it had been his daughter walking home and being grooped by a stranger. Recently my male manager told me that it is harder for women to reach a top position in the workplace due to their maternity leaves. Last weekend, one of the most reputable Portuguese newspapers, Expresso, asked a group of notables to nominate a raising star in their area. All the notables invited to vote were men and only one women were nominated.

 

#Wearitblack wasn’t a non-sense attitude by the divas of Hollywood. It was a silent protest that promotes the discussion about women and men who have experienced sexual harassment, assault, or abuse. If it was harder to start the conversation about women, it will be even harder for minorities, men included, to be open and to speak up about their experiences.

 

“This is not a competition, this is sisterhood” Philip Bloch, to CNN

 

 

 

Let’s not close our eyes anymore. It is not ok and we should promote an open dialogue in our society to finally spark some change. As Oprah said “a new day is on the horizon! And when that new day finally dawns, it will be because of a lot of magnificent women, many of whom are right here in this room tonight, and some pretty phenomenal men, fighting hard to make sure that they become the leaders who take us to the time when nobody ever has to say “Me too” again.”. Lets fight together for a better world to raise our daughters, where our sons can be free to play with dolls and difference is welcomed. The time is up.

 

———

 

Pela primeira vez em muito tempo, a conversa gerada durante a cerimônia dos Golden Globes foi mais focada em questões sociais e políticas do que nas obras a concurso. Na red carpet, o mote foi desviado da famosa pergunta “o que está a vestir esta noite” para um ativismo promovido pela associação Time’s Up. Quase todas as mulheres (e homens) vestiram-se de preto para aletar para a conscienlização sobre a desigualdade racial e de gênero.

 

Normalmente, as conversas sobre a red carpet são dominadas por quem se destaca, mas este foi o momento para as mulheres se destacarem como um todo com o apoio de homens incríveis. Como Karla Welch disse à CNN, o que está a acontecer “é maior do que uma lista sobre as melhores vestidas” e essa é a razão pela qual hoje não tenho um top 5 para vocês. Foi uma declaração poderosa de “estamos fartas” apoiada por um mar negro na red carpet e discursos incríveis durante a noite.

 

Ainda há um longo caminho a percorrer e toda a consciência e conversa causada pelo escândalo de Harvey Weinstein veio abalar o sistema instalado na sociedade por muito tempo e abrir a porta a mais debate. Há 5 anos atrás, fui assediada enquanto ia para casa depois do trabalho, na minha cidade natal. Cheguei a casa a sentir-me impotente, nervosa e furiosa. A minha mãe foi comigo à esquadra para apresentar queixa e ainda me lembro das primeiras questões: porquê que só vieste passados 40min quando o incidente ocorreu a 10min de distância da esquadra? O que tinhas vestido? Começaste a conversa com ele?… Fiquei chocada e mal consegui falar. No dia seguinte, o meu pai acompnahou-me e as perguntas foram ligeiramente diferentes depois dele dizer ao chefe da esquadra que poderia ter sido a filha dele a ser agarrada por um estranho no meio da rua. Recentemente o meu chefe disse-me que era mais difícil para as mulheres chegarem a posições ssuperiores devido às licensas de maternidade. No final de semana passado, o Expresso, pediu a um grupo de notáveis ​​que designassem uma promessa na sua área. Todos os notáveis ​​convidados a votar eram homens e apenas uma mulher foi nomeada.

 

#Wearitblack não foi uma atitude sem sentido das divas de Hollywood. Foi um protesto silencioso que promove a discussão sobre mulheres e homens que sofreram assédio sexual, ou mesmo abuso. Se foi difícil iniciar a conversa sobre o abuso a mulheres, será ainda mais difícil para as minorias, homens incluídos, estarem abertas a falar sobre as suas experiências.

 

 

 

“Isto não é uma competição, é uma irmandade” Philip Bloch, para a CNN

 

 

 

Não podemos continuar a fechar os olhos, achar que acontece a toda a hora a alguém e deixar passar. Não está certo e devemos promover um diálogo aberto na nossa sociedade para finalmente acontecerem algumas mudanças. Como Oprah disse: “um novo dia está a chegar! E quando esse novo dia finalmente amanhecer, será por causa de muitas mulheres magníficas, muitas das quais estão aqui nesta sala esta noite e alguns homens fenomenais, lutando duramente para se tornarem líderes que nos levem ao momento em que mais ninguém tenha de dizer “Eu também”.” Juntos podemos lutar por um mundo melhor para criarmos as nossas filhas sem receio de serem assediadas, onde os nossos filhos sejam livres de brincar com bonecas sem serem ridicularizados e onde a diferença seja bem-vinda. The time is up e está na hora de mudar.

 

 

 

Tags:

By Marisa Oliveira

You may also like...

Leave a Reply

Your email address will not be published.

You may use these <abbr title="HyperText Markup Language">HTML</abbr> tags and attributes: <br> <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>