How I’m coping…

August 13, 2018
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I have been postponing my comeback to the blog, more specifically to the writing part of it, for longer than I wanted to. But the truth is when our foundation oscillates, when one of our foundations ceases to be part of our life, normality and routine are affected. I want to start by sharing with you how I’m coping with my new reality…

 

It’s been three months tomorrow since my father left. And he needed to go because the suffering was more than unbearable, he kindly and worriedly asked us if we were going to be okay and we said yes. What does it mean to be ok? I ask myself now, but at that moment we answered ‘yes’, that he could rest. We are taking care of each other with the certainty that he will always be looking after us, following our achievements and guiding us along the way.

 

 

I didn’t feel angry. I didn’t feel that he left us. I don’t ask myself why me. Whenever sadness overtakes me, I remember the promise I made to him and smile with his voice saying to me “do not pout, you look ugly when you pout.” The truth is I miss him everyday a little bit more, the reality of his absence too and I still don’t know how to handle all the emotions I feel without being grateful to have him during all this time.

 

 

How to keep smiling? How to get back to the routine? How to continue to influence positively? I will share with you a little of what has been my new routine and how I have been adapting myself to a new reality.

 

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Fui adiando o regresso ao blog, mais propriamente à escrita, por mais tempo do que queria. Mas a verdade é que quando a nossa fundação oscila, quando um dos nossos alicerces deixa de fazer parte da nossa vida, a normalidade e a rotina são afectadas.

 

Faz amanhã três meses que o meu pai partiu. E ele precisava de ir porque o sofrimento era mais que insuportável, perguntou-nos com o seu ser preocupado se íamos ficar bem e respondemos-lhe que sim. O que é ficar bem? pergunto-me agora, mas naquele momento respondemos que sim, que ela podia ir descansado. Ficamos nós a cuidar uns dos outros com a certeza que ele estará sempre a olhar por nós, a acompanhar as nossas conquistas e a guiar-nos pelo caminho.

 

Não me senti revoltada. Não senti que ele nos abandonou. Não me pergunto porquê a mim. Sempre que a tristeza toma conta de mim, lembro-me da promessa que lhe fiz e sorrio com a voz dele a dizer-me “não faças beicinho que ficas feia”. A verdade é que a saudade é cada vez maior, a realidade da sua ausência também e ainda não sei como lidar com todas as emoções que vou sentindo sem ser estando grata por o ter tido comigo durante todo este tempo.

 

Como continuar a sorrir? Como voltar á rotina? Como continuar a influenciar positivamente? Vou partilhar convosco um pouco do que tem sido a minha nova rotina e como me tenho adaptado a uma nova realidade.

 

 

Hampstead-Heath-Gardens

How Im coping after loosing my dad

Orange Summer Dress Look

 

What I’m wearing…

Let’s start with the clothes, because after all, this is a fashion blog. In Portugal, sadly, there is still an association of wearing black when we are in mourning. Well, for me, and for my father who hated to see me in black (since forever!) would be a matter of appearance … for others. What I wear influences the way I feel and if I want to look in the mirror and smile, if I want to face this new reality with a better disposition, color influences my state of mind. I continue to wear black as I used to and I do not deprive myself of using color. That was what happened this first weekend when we returned to London after the funeral. An orange dress, an offence to the old mentality, a release of sorrow for me. In fact, the color of the dress was no impediment to crying for missing him on that day and it will never be.

 

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Vamos começar pela roupa, porque afinal é na moda que este blog se baseia. Em Portugal, infelizmente ainda há muito a associação do vestir preto quando estamos de luto. Ora para mim, e para o meu pai que odiava ver-me de preto (desde sempre!) seria uma questão de aparência… para terceiros. Aquilo que visto influencia a forma como me sinto e se quero olhar-me ao espelho e sorrir, se quero encarar este nova realidade com melhor disposição, a cor influencia o meu estado de espírito. Continuo a usar preto como usava antes e não me privo de usar cor. Foi o que aconteceu neste primeiro fim-de-semana quando voltamos a Londres depois do funeral. Um vestido laranja, uma ofensa para a mentalidade portuguesa, uma libertação da tristeza para mim. Na verdade, a cor do vestido não foi impedimento de chorar com saudades dele naquele dia e nunca será.

 

 

Arara Pintada wears Orange Off Shoulder Primark Dress

Hampstead Heat Garden House

 

 

Where I’m working…

When I learned that time was not playing in favor of my father, I had started a new job a little over a month ago. Let’s start from the beginning. When I moved to London, I always had the goal of working in digital marketing in a company related to fashion. When the opportunity arose, I was nervous but I believed in my abilities and got the job. Since then I have been in a process of constant learning and at a much more intense work pace. I went to Portugal and worked from there, I took four days and I returned to London to honor what my parents always taught me: to carry on / to continue strong / to be strong.

 

Since then I wanted to stay home crying countless times and not go to work but I didn’t do that. There is something in my company, in my clients and in my team that makes me want to always give my best, that makes me happy to work with them. This is my biggest motivation to open the laptop and get to work every day. I have passed my approval period, with distinction I would say, and I am proud and happy with what I have achieved in these four months.

 

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Quando soube que o meu pai tinha pouco tempo de vida, tinha começado um trabalho novo há pouco mais de um mês. Comecemos pelo início. Quando me mudei para Londres, sempre tive o objectivo de trabalhar na área de marketing digital numa empresa relacionada com o mundo da moda. Quando a oportunidade surgiu, fiquei nervosa mas acreditei nas minhas capacidades e consegui o trabalho. Desde então tenho estado num processo de aprendizagem constante e num ritmo de trabalho muito mais intenso. Fui para Portugal e trabalhei de lá, tirei quatro dias e voltei para honrar aquilo que os meus pais sempre me ensinaram: ser capaz.

 

Já me apeteceu ficar em casa a chorar e não ir trabalhar mas não o fiz. Há algo no meu trabalho, nos meus clientes e na minha equipa que me faz querer dar sempre o melhor de mim, que me deixa feliz por trabalhar com eles. Essa é a minha motivação maior para todos os dias abrir o computador e começar a trabalhar. Passei o meu período de aprovação, com distinção diria, e estou orgulhosa e feliz com o que já alcancei nestes quatro meses.

 

 

how-Im-coping-with-lost

Hampstead Heath The Hill Garden

 

 

What I’m doing…

I’m taking better care of myself. Practicing meditation to learn to empty my mind, exercising more often and trying to have a paleo diet 80% of the time. I’m trying to focus on the positive, on the love of the people around me and harnessing in all that energy.

 

However, I am not the Iron Lady and there are times when this new reality becomes hard and pulls me into a huge sadness. At this point, I don’t ignore my feelings and allow myself to cry. I have been trying to get my inner self to guide me more often on planning the weekends and on personal decisions I have to make. We have visited more less crowed outdoor spaces and tried to enjoy much more every moment.

 

The only thing I was missing was coming back to my project, Arara Pintada, and here I am. Are you still out there?

 

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Estou a cuidar mais de mim. A praticar meditação para aprender a esvaziar a mente, a praticar exercício frequentemente e a tentar ter uma alimentação paleo 80% das vezes. Estou a tentar focar-me no positivo, no amor das pessoas á minha volta e sugar toda essa energia para mim.

 

 

No entanto, não sou de ferro e há momentos em que esta nova realidade se torna dura e me puxa para uma tristeza enorme. Nessas alturas, não ignoro os meus sentimentos e permito-me chorar. Tenho tentando que o meu interior me guie mais vezes nos planos de fim-de-semana e nas decisões pessoais que tenho de tomar. Temos visitados muitos mais espaços ao ar livre, com menos gente e tentado aproveitar muito mais cada momento.

 

 

A única coisa que me estava a faltar era mesmo voltar a este meu projecto, ao Arara Pintada. , e aqui estou eu. Vocês ainda estão por aí?

 

 

Arara Pintada wears Orange Off Shoulder Primark Dress Fendi Sunglasses Hampstead Heath

 

how-Im-coping

Orange Off Shoulder Primark Dress Fendi Sunglasses Hampstead Heath

 

 

Photography: Samuel Couto

Tags:

Life
By Marisa Oliveira

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